Hello world.
Eu sou o Glauko e este é o meu site.
Comecei a criar código e estudar linguagens de programação em 2013. Estive refletindo sobre como aprender desenvolvimento mudou desde lá e notando algumas diferenças — principalmente com a nova era da IA generativa.
Eu me lembro, enquanto júnior, de rodar o Google lendo artigos sobre como configurar o ambiente de desenvolvimento, baixar a versão certa de alguma linguagem ou instalar o NVS. Pesquisava sobre as melhores estruturas de pastas para projetos Angular e ficava analisando a diferença entre as duas ou três versões que encontrava. Ou tentando entender por que 1 + '1' era 11 em JavaScript, rs.
Ali existia um movimento de procura intencionada, sabe? Abrir algumas páginas, filtrar o que fazia sentido ou não, juntar os diversos achados e finalmente resolver algum problema. Salvar os melhores em uma pasta de favoritos para sempre ter uma fonte de novidades.
Descobrir, em um post sobre como configurar uma chave SSH no GitHub, que aquela mesma pessoa já tinha escrito sobre mais 40 assuntos interessantes. Blogs de CSS, blogs de SQL, a galera do Delphi, a galera de jogos. A gente procurava respostas e encontrava pessoas.
As documentações sempre existiram, mas ver outras pessoas contando como elas fizeram sempre funcionou melhor para mim.
Hoje em dia, me pego resolvendo coisas com os resumos de IA do Google, que aparecem antes dos sites — e a fonte nem é notada. Ou, se o problema é tão específico do meu ambiente, já mando direto para o Claude ou o Codex.
É prático, eficiente e rápido. Mas falta algo.
Não que eu seja saudosista e queira voltar para Stack Overflow mais 22 abas abertas. Afinal, eu realmente prefiro codar com IA. Mas aquela internet era engraçada. Muitas vezes eu seguia um artigo perfeitamente, de ponta a ponta, e no final dava errado por uma diferença na versão da linguagem ou da biblioteca. Ou porque eu estava lendo algo para Linux e tentando fazer no Windows.
Sinto falta da experiência humana e particular. O tipo de coisa que IA e documentação não entregam. Você pode perguntar a uma IA quando usar bancos relacionais e quando usar não relacionais, mas, se não tiver vivido isso em um projeto, não dá para realmente entender.
Sem contar a padronização dos artigos. O blog e o post deixaram de ser o canal principal e deram lugar a uma disputa de textos curtos em feeds sociais. Ou você ganha a atenção na primeira frase, em cinco segundos, ou perdeu a oportunidade?
Pô, eu simplesmente ia até a página três do Google, abrindo abas para caçar respostas escondidas quase lá no submundo da internet.
Sinto que o processo deixou de ser:
dúvida → pesquisa → encontrar conteúdos e pessoas
para:
algoritmo decidindo o que me interessa → eu consumo
Diversos textos tecnicamente impecáveis, perfeitamente estruturados, com zero opiniões e completamente esquecíveis.
Mas por que alguém ficaria pesquisando por 40 minutos em vez de perguntar para o Claude?
Pela descarga de dopamina obtida ao conseguir resetar um commit depois de passar pela documentação e mais quatro artigos, kkkkk.
Quero usar este espaço para isso: falar sobre tecnologia a partir do que estou construindo e vivendo, das decisões tomadas, das que deram errado e da opinião que formei no caminho.
E também quero saber se isso mudou para outras pessoas. Você ainda acompanha blogs? Confere as fontes? Ou vai direto para o Chat Gepeteco?
